Todo mundo está falando sobre isso, o tempo todo. Mas, apesar de muito discutida, se tem algo que não é um processo trivial é a Transformação Digital.
Diante da situação atual em que o mundo vive, precisamos conversar a respeito, mas olhando profundamente sobre o real significado da Transformação Digital nas empresas, com foco no cenário que a crise nos apresentou. E é para pensar com vocês sobre essa abordagem que decidi vir aqui hoje.
Você já percebeu que a Transformação Digital não é alicerçada apenas em tecnologia?
Claro, a tecnologia é um dos pilares desse projeto, mas existem outros fatores, já tradicionais, que fazem parte dessa transformação, como pessoas/cultura e processos/negócios.
Pensando no nosso momento, muito além do isolamento social, acabamos enfrentando o isolamento de negócios, que gerou fortes impactos para o contexto econômico.
Todos foram atingidos, uma vez que a economia entrou num arrefecimento forçado e muito rápido.
Mas o que pretendo demonstrar a vocês é que esses impactos podem ser minimizados.
Conseguimos fazer isso na SiplanControl-M por conta da transformação que desenvolvemos e aplicamos nos últimos anos e que foi capaz de trazer resultados incríveis para a produtividade da equipe.
E como conseguir fazer o mesmo?
Toda empresa deve, antes de qualquer coisa, ter uma visão clara de onde quer chegar. Ou seja, uma clara visão do que se quer.
No caso da SPCM, estamos no mercado há mais de 36 anos desenvolvendo softwares para um segmento muito específico, onde somos os líderes no país, com centenas de clientes fiéis.
Entretanto, esse segmento é finito e uma das coisas que nos move é a vontade de crescer cada vez mais, auxiliando outros com nossa visão.
Com toda a nossa experiência de anos, vimos a necessidade de mudanças que garantam a perenização da empresa. A jornada para estas mudanças começou há muitos anos, mas vou tentar resumir algumas ações para vocês entenderem como aconteceu e os resultados obtidos.
Em geral, a história é contada pelos casos de sucesso ou apenas pelo seu resultado, mas ninguém conta os erros e acertos que levaram ao resultado ideal. São raros os casos de acertos na primeira tentativa. O que leva ao sucesso é, sem dúvida, a persistência.
Para conseguirmos a transformação almejada passamos por muitas situações. Foram contratações de diversas consultorias de diferentes vieses, profissionalização da diretoria, contratação de profissionais experientes em diversas áreas do mercado, investimento em programas educacionais e de formação profissional em renomadas instituições, visando a criação de mecanismos mais elaborados para o desenvolvimento do planejamento estratégico, a melhoria na implantação de metas e métricas, entre outras coisas.
Aprendemos muito com essas situações mencionadas. Não chamarei nada do que ocorreu de erro ou acerto, já que tudo rendeu aprendizados valiosos.
Por exemplo, a criação de indicadores extremamente elaborados e valiosos, mas que por outro lado traziam uma grande dificuldade de obtenção com vários estágios de coleta manual que levavam dias, além da sensação de que os números não eram muito confiáveis.
Adquirimos a visão holística do negócio por todos, entendendo que não existe uma área ou departamento de forma isolada, mas que todos estão interligados numa grande teia.
Assim, foram criadas diversas versões de painéis de controle destes indicadores até acertarmos a melhor opção.
Mudanças constantes na estrutura organizacional da empresa, substituição de diversos profissionais, contratações de outros com perfil mais sofisticado e alinhado com o espírito da empresa também foi muito importante no processo.
Além disso, a disciplina de reuniões mensais, com toda liderança, para o acompanhamento dos resultados, somando isso às reuniões mensais setoriais e de diretoria para acompanhar resultados foi crucial, além da padronização no atendimento da carteira de clientes.
Entretanto, ainda faltava algo, pois:
1. O churn de clientes começou a aumentar, e o pior, com saída de clientes de mais de 30 anos;
2. A rotatividade da mão de obra atingiu limites absurdos para uma empresa que trabalha com capital intelectual (>22% / ano);
3. As áreas da empresa adotaram uma postura de silos, ou seja, baixa comunicação entre as áreas e, pior ainda, uma ausência de transparência;
4. Nossa imagem que sempre foi de uma empresa que estava ao lado de seus clientes estava ficando extremamente abalada.
E como descobrir a solução para isso? Não havia tempo a perder.
A resposta vem de dentro da própria organização. Durante toda a nossa jornada de transformação acreditávamos que tínhamos aprendido e adquirido as capacidades necessárias para reverter esse quadro.
Dessa forma, foi criado um time interno de “black belts” (nada a ver com six sigma mas era um time jovem, com muita capacidade e que sabia a missão que tinha pela frente).
Esse time era composto por indivíduos que compunham uma área que havia surgido durante a nossa trajetória, e que chamamos de Escritório de Projetos e Processos.
Embora o trabalho a ser desenvolvido para corrigir as falhas envolvesse projetos e processos, a missão era muito mais delicada! Além de redesenhar os processos, deveria também romper os silos e restabelecer uma postura de ética e transparência entre as áreas da empresa.
Teria também que reestabelecer indicadores que fossem representativos para toda a organização, que as pessoas se sentissem como parte contribuinte desses indicadores e, sobretudo, que trouxesse automatização e qualidade.
E foram todos esses elementos, juntos, que desencadearam uma verdadeira transformação digital, integrando processos, ferramentas e pessoas com uma velocidade espantosa.
Em pouco menos de um ano tínhamos, sem nos atentar para o nome ou modismo, realizado uma verdadeira transformação digital no sentido pleno da palavra.
Hoje, temos uma empresa com um clima interno ótimo, possuímos processos extremamente eficientes que nos economizaram dezenas (senão centenas) de horas de trabalho e, consequentemente, muito dinheiro.
As documentações estão vivas, em uma ferramenta de fácil acesso e entendimento e que todos colaboram para alimentar.
Implementamos metas realistas na empresa, o que deu a todos um senso de propósito, automatizamos diversas atividades, antes manuais, temos um painel de indicadores em tempo real, acessível para todos na empresa via web e celular, mensurando todas as informações relevantes da empresa, o que nos ajudou a gerenciar melhor e aprimorar nossos resultados!
Ainda implementamos uma ferramenta de capacitação usando técnicas modernas como, por exemplo, o gamification, que está nos ajudando a ter um time de alta performance a um custo extremamente menor, entre outras melhorias implementadas.
O atendimento aos nossos clientes ficou muito mais ágil e recuperamos nossa imagem e credibilidade. Estamos em vias de automatizar várias tarefas e procedimentos que vão, desde testes das nossas soluções de forma automatizada, até implantação automática (devops).
Enfim, todos os elementos que compõem o receituário da transformação digital estão presentes.
Em março deste ano todos fomos pegos de surpresa com a pandemia que assola o mundo, mas, graças a esta transformação, o impacto interno foi quase que imperceptível e em alguns casos houve até aumento da produtividade.
Para se ter uma ideia, mesmo enfrentando a pandemia com 95% dos colaboradores em home office, a produtividade da equipe permaneceu igual, senão maior!
Isso é resultado de verdade: quando os desafios e imprevistos não comprometem os objetivos de uma empresa.
Como sua organização está lidando com a transformação digital? Enfrentou ou está enfrentando os mesmos problemas que já tivemos e contei aqui? Se você quiser saber mais detalhes sobre as ações da SiplanControl-M, pode deixar uma mensagem aqui.
Vamos conversar e trocar experiências. É assim que as coisas evoluem!